Para aquela nossa pequena discussão

Devoção é agradar-te sem precisar te agradar
é vibrar pelas manhãs como o samba do morro
É não querer moral, dogmas e a modéstia do conhecimento.
A debilidade é artifício da antimatéria cerebral.

Se houvesse comida gratuita, relato dos mistérios da vida 
Mais sofrimentos conjuntos, notícias sobre o amor.
Mais gente desconhecidas nas esquinas para confessarmos.
Mais pupilas pousando, mãos que velejaram nossos mares.

Eu conversei com possibilidades e suas implicações 
Mas ando tão distante da morada do Senhor.
Por isso: um retrato, um mapa, uma previsão.
Uma faculdade do futuro para quimera.

A realidade não interessa mais.
Se o mundo é ao contrário.
Viver o impossível é meu dominó.

Se ao homem foi possível laranjas comer
Porque os filhos de Mandela continuam dispersos?
Eu deitaria toda poesia, eu aprenderia outro significado 
Mudaria meu estilo, as palavras, os sons.
Mudaria quantas vezes isso fosse necessário
Para surgir a nova cor. 

Que chegue a coragem, a saída, a melodia
O visível dentro das impossibilidades
Os sorrisos dos rostos ainda cheios de inverno
Não percebes que a função maior é beijar-te sem fim?

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Sobre Gustavo Santiago Guimaraes

Gustavo Santiago Guimarães é poeta. Autor de Sol-te no caminho.
Esta entrada foi publicada em Poesias. ligação permanente.

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