Jantando com minha morte

Toda mudança é inevitável
Por isso seja sábio para dizer:
– Transitoriedade seja bem-vinda
Na minha vida você pode fazer morada!
Negar essa energia é negar a sanidade
O avanço, o crescimento, a harmonia.

Por isso, é preciso comunicar com a morte
Essa desconhecida que os mortais temem.
É preciso elaborar jantares exóticos para ela
Fazer risoto, preparar entradas e petit gateau.
E quando abrir a segunda garrafa de vinho
Pegue na melhor guitarra no canto da sala
E cante em tom de engate um bolero suave.
– Sua linda, quando chegar minha vez
Me transforme no que você mais necessita
Uma nova potência, energia ou alquimia.                                                                                         Eu quero ser outra intrepidez
Quero dominar a dor sem anestesia
Para que eu possa me livrar e celebrar a alforria.

Hoje sou homem
Porque deveria sentir medo?
Despertei como mineral,
Tornei-me planta
Evolui como animal
Agora sou consciência pura.

Tudo é perecível e frágil, menos Deus
Por isso morte se um dia eu reencarnar
Eu direi: seja feito a vontade superior
Mas se por ventura me for concedido a energia pura
Habitarei em todo o Cosmos
E me sentirei como se sente o Criador
Um com o Todo e o Todo em cada coisa.

 

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Sobre Gustavo Santiago Guimaraes

Gustavo Santiago Guimarães é poeta. Autor de Sol-te no caminho.
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