Poema dissonante

Se liga no embalo…
Onde o pulso do planeta ganhou uma veia
Veia certa e profunda, com sangue novo…
Sangue fresco, Imune, sem negligência.
Sangue legítimo, onde cresce a coragem do viajante
Sangue que é a força das mulheres quilombolas

Queria eu dizer uma verdade a um amigo
Mas lembrei que a verdade não é confortável
Se ao menos eu fosse verdadeiro
Eu diria o que é verdade
Sem importar-me se agrada ou não.

Se ao menos eu fosse…
Qualquer coisa a não ser isto:
Imperfeito, inacabado, provisório.

Se ao menos me fosse dado algo que se segure sempre
E pudesse chamar de meu, mas nada fica, tudo se lasca!
Mas eu quero é lembranças moça
É pisar na terra e cheirar o sabugueiro
Ter a boca cheia de jabuticabas.
Desconectar do Espetáculo.

Minha herança é o poema solto.
Temos que ter tempo de resgatar a pureza
Libertar a mente do limitado
Dosar os pensamentos com bondade.

Entra ano e sai ano
Deus sabe o que faz,
Se liga no embalo…
Vinde primazia.

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Sobre Gustavo Santiago Guimaraes

Gustavo Santiago Guimarães é poeta. Autor de Sol-te no caminho.
Esta entrada foi publicada em Poesias. ligação permanente.

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